
FUNDAÇÃO DA ACADEMIA CAMPINENSE DE LETRAS
setembro 22, 2025
NAIPE DE CORDAS – VIOLINO
setembro 22, 2025INSTRUMENTOS MUSICAIS
Os povos da antiguidade sempre procuraram, através dos sons, se comunicarem.
Foi durante o Império Grego e Romano, no Ocidente, e nos impérios do Oriente, que esta procura, no campo musical, proporcionou a construção de instrumentos que conseguissem reproduzir sons que fossem capazes de cativar a população.
Alguns destes instrumentos persistem até os dias de hoje, como a harpa.
Em sua grande maioria, os instrumentos antigos, foram sendo substituídos por outros, mais elaborados, como o caso do cravo, que deu lugar ao piano.
Com o renovado interesse pela musica de eras passadas, vivemos hoje em uma época em que há uma procura por instrumentos antigos, com o objetivo de reproduzir sons de cada época, registrando a vida musical de nossos antepassados.
Da primeira obra musical, realizada em Florença em 1594, até o presente momento já se faz quase 430 anos e muita coisa aconteceu.
De conjunto pequeno de instrumentos para os grandes conjuntos orquestrais, da preocupação com o Timbre, passando por Schoenberg e seu sistema “dodecafônico”, do “Tratado de Instrumentação e Orquestração” de Berlioz, chegamos finalmente em Lully, que nos deu a formatação atual de uma orquestra, colocando os instrumentistas de forma organizada pelo palco e com o regente postado à frente do conjunto, dando as costas ao público.
Por esta nova organização, a Orquestra Moderna passa a ser estruturada em quatro seções ou naipes, nos quais são agrupados os instrumentos de uma mesma família, o naipe de cordas, o de madeiras de sopro, o de metais de sopro e o de percussão, cada um deles ocupando uma determinada área do palco.
No layout de uma orquestra, ao regente cabe a posição 1.

Assim sendo o “naipe de cordas”, ao qual pertencem as quatro vozes da família dos violinos, constituído de violinos (posições 3 e 4), violas (5), violoncelos (posição 6) e contra baixos (7), ocupam a área frontal do palco. A harpa ocupa a posição 2.
O “naipe das madeiras de sopro”, constituído pelas flautas (8), pelas clarinetas (10), pelos oboés (9), pelos fagotes (11) e pelos saxofones (12), ocupam a parte central do palco, logo atrás do naipe de cordas.
O “naipe dos metais de sopro” ocupam posição no centro e em um plano mais alto e detrás das madeiras onde se agrupam os trompetes (12), os trombones (12), as trompas (12), as cornetas de pistões e a tuba (12).
Ocupando a parte central, no ponto mais alto do palco e no fundo, situa-se o “naipe de percussão”, realçado em amarelo na figura, que pode comportar um grande numero de instrumentos, como os tímpanos (13), a celesta, o xilofone e os produtores de ruídos, tais como o bombo, a caixa clara, os pratos, o triângulo, o gongo, as maracas e outros quaisquer que porventura a composição musical requerer (13).
Bibliografia:
Sampaio LP. A Orquestra Sinfônica: Sua história e seus Instrumentos. Rio de Janeiro, Sextante; 2001.

